Tuesday, November 16, 2004

Finalmente uma boa acção!

Decidi dar uma reviravolta na minha vida. Num só acto vou poder ajudar alguém necessitado e introduzir uma nova entidade na minha vida.

Não estou a falar de comprar um gato, isso já eu tentei, e logo da primeira vez que lhe dei banho estava com tanta vontade de lhe limpar bem o bichano, que lhe meti água pelos ouvidos a dentro, e posteriormente foi parar ao encéfalo do quadrúpede. Não sei por que carga de água (bem escolhida esta expressão, não acham?) mas aquilo deve ter feito curto-circuito e o raio do animal bateu as botas (tipo gato das botas, hehehe esta foi de mais, e pensar eu que hoje nem estava inspirado). Por algum motivo são eles que tratam da própria higiene, num vá aparecer um humano idiota que se lembre de lhe tirar a cera.

Um peixe também não, que a última vez que comprei um, “acho” que abusei na comida. Um gajo também nunca sabe quanto é que há-de deitar, aquela bodega num vem em doses individuais. Além disso o peixe passava o dia a bater com o focinho no vidro e com os olhos muito regalados. Ora, eu lembro-me bem que quando era pequeno e queria dar a entender ao tipo da pastelaria em frente a minha casa, que tinha fome, fazia a mesma coisa que o peixe. Só sei é que no segundo dia em que eu tive o desgraçado, só lhe faltava um laço no pescoço para ser a cara chapada do Pavaroti. Ao terceiro dia, notei que só nadava de costas, escusado será dizer que o peixe já só dava para ir pró tacho. Bem, pelo menos morreu feliz, de pança cheia. Empapado é que ele nunca ficou (nunca lhe faltou aguinha para molhar o bico).

Um hamster também não deu certo. Claro que o resultado final não foi muito diferente dos anteriores. O processo que levou ao falecimento do roedor é que foi um pouco mais bizarro. Eu ainda num estava muito habituado ao bicho. Tudo ocorreu num daqueles dias em que por motivos aos quais não tenho qualquer responsabilidade (apenas culpo o tipo do bar que não me escorraçou do bar a pontapé mais cedo), eu não cheguei direito a casa. A minha já entorpecida mente estava ainda mais entorpecida. Qual é meu espanto quando entro em casa e ouço umas patitas a riscar no azulejo de minha casa. “O quê, roedores nojentos em minha casa? Vamos ter uma conversa com a minha amiga A Tenaz!” No dia seguinte parecia que tinham feito uma sequela do Apocalipse Now na minha residência oficial. Mais uma vez tive de dar as devidas condolências à família e chegar à conclusão que eu não sou do tipo “Ter um animalzinho em casa é fofinho e além disso ele faz companhia”.

O que eu estou a falar é de adopção! Sim, sinto-me com maturidade e experiência suficiente para tomar este passo. Estou seriamente a pensar em adoptar um primo. Aqui vai o apelo:

Se és órfão de primo e sentes falta de uma pessoa com quem falar durante aqueles aborrecidos encontros de família (casamentos, baptizados, Páscoa, Natal, Entrudo, Sabath, Ramadão, Empadão, etc.) então podes contar comigo! Eu vou tratar do processo legal, não te preocupes. Além disso eu prometo que se te der banho, tu é que lavas as tuas próprias orelhas, podes bater à vontade com a cara na janela que eu não te dou comida. E nos dias que formos pá borga eu guardo a tenaz num lugar seguro.

Tenho dito!

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